No nosso cemitério existe um Cristo Redentor igual ao que havia no Morro do Cristo.
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Crônicas

Cinemas do Shopping
O Shopping Taboão é um centro de diversão e entretenimento sem prescedentes na história da cidade. A programação das 5 salas moderníssimas você pode encontrar no site www.shoppingtaboao.com.br. Há ainda o Magic Games para quem gosta de jogos eletrônicos. Destaque para as imponentes ilustrações com grandes astros do cinema que decoram o saguão de entrada dos cinemas.

Programação da Cultura Municipal
Infelizmente, se você não é integrante de um time esportivo ou tem amigos no ramo das artes, não ficará sabendo com facilidade tudo que a cidade oferece em seus, como se diz nas repartições públicas, "equipamentos" de esporte e lazer. O que acontece no CEMUR, os jogos no Estádio Municipal, nas Quadras dos bairros ou no Ginásio de Esportes, na Casa da Cultura, no Centro Esportivo e Cultural do Pirajuçara, nas lonas da OCCA não têm uma divulgação completa e, esparçamente como é feita, você acabará sempre perdendo alguma oportunidade de se divertir, assistir um bom espetáculo, torcer numa competição esportiva.

Mas nem sempre foi assim. Por três meses, a partir de setembro de 2004, a Divisão de Cultura do Município publicou e distribuiu em local de grande afluência de gente (eu peguei o meu na Padaria Rainha do Taboão, no centro do Maria Rosa) o "Folhetim Cultural" com a programação cultural da cidade, não só da agenda oficial, artistas independentes podiam anunciar seus shows ali também.

Pena que foi suspenso mas me disse a Diretora da Cultura, Elisabete Geraldini, que está batalhando para que saia de novo. Vamos torcer.

Saiba das evetuais programações na Secretaria de Esportes, Lazer e Turismo na Av. José Maciel, 708, Jd. Maria Rosa - tel. 4787-3507. A Divisão de Cultura da Prefeitura tem levado atividades culturais a diversos bairros da cidade nos fins de semana. Informações pelo tel. 4701.4094. Há um auditório na Secretaria da Educação que tem levado ao ar saraus literários. A Secretaria fica na R. Elizabeta Lips, 166 - Jd. Bom Tempo e os tels. são 4788-5822/4787-6669. A programação do "Papo Cabeça" da Biblioteca Castro Alves pode ser encontrada no site da Secretaria da Educação www.clicataboao.com.br, na home em notícias. Outra maneira de saber das programações é ficar atento às faixas de rua com os anúncios. A Praça Luiz Gonzaga, a cerca do Centro Esportivo e Cultural do Pirajuçara, os postes em torno do CEMUR e em frente à Biblioteca Castro Alves.

Jogos de futebol e outros Campeonatos
Há uma intensa atividade esportiva na cidade de Taboão da Serra. Além das escolinhas de futebol nas quais a administração municipal anterior investiu todas as suas fichas, acontecem anualmente Campeonatos Municipais de Futebol de Campo com (4 categorias), Futebol de Salão (2 categorias) e Futebol de Competição (equipes que jogam fora do município em Campeonatos Estaduais).

Os principais jornais da cidade têm colunas de página inteira sobre esportes. Segundo o pessoal da Secretaria de Esportes, está em estudos uma divulgação semanal de todos os jogos que acontecem de forma estruturada, com resultados anteriores e classificação.

Há também o programa "Pratique Esportes" grátis e com professores profissionais promovido pela Secretaria de Esportes.

Se me permitem a sugestão (atenção Roberto de Souza e Marcos da Rocha Mendonça - Marcão - da Secretaria Municipal dos esportes!), os jogos deveriam ter o seu próprio Folhetim, como era o da Cultura, com datas, locais, valor dos ingressos e, de quebra, as tabelas dos campeonatos para os torcedores taboanenses e os próprios times poderem acompanhar tudo sem dificuldade. Que coisa incrível isso seria, não é?

Anote ai os tels. da Secretaria de Esportes (o endereço já demos acima): 4787.3505 / 3507 / 3476 / 3817.

(Temos atletas de fama internacional como a maratonista Maria Auxiliadora cujo perfil colocamos ao pé desta página)

Semíramis Academia de Balé
Depois de 23 anos de existência, a Escola de Dança Semíramis Diniz já se tornou um ícone do balé em nossa cidade. Responsável pelo tradicional "Quebra Nozes" no CEMUR que anualmente era encenado, Semíramis e sua filha Lisleine participam também ativamente da Encenação da Paixão de Cristo (ver abaixo). Além de Escola de Balé para crianças e jovens é também Academia de Ginástica.

A Semíramis Academia está na Av. José Maciel, 413, Jd. Maria Rosa - tel. 4701.8014.

Violeiros

A Central de Violeiros de Taboão da Serra teve muito destaque no início de 2006 fazendo uma série de domingueiras na pérgula da Praça Nicola Viviléchio e na Lona da OCCA no Parque das Hortênsias. Um dos apoiadores deste evento é a Papelaria São Jorge do Rildo Alves. O outro é a Padaria Rainha do Maria Rosa.

Saiba mais sobre a associação e as suas apresentações no site www.centraldosvioleiros.com.br.

Banda Municipal, agora orquestra
No desfile de 7 de Setembro de 1999, a Banda Marcial de Taboão, criada pelo prefeito Fernando e sob regência do maestro Edson Ferreira do Nascimento Jr. fez uma apresentação memorável. O ponto alto foi o Hino Nacional Brasileiro que, ensaiado por três meses, foi bem executado e muito aplaudido. Uniformizados como uma banda militar com fardões e ostentando três trombones na primeira fila da formação, e com a responsabilidade de quem já ganhara prêmios em torneios fora da cidade competindo com bandas mais antigas e experientes, os jovens componentes da nossa nova banda, com idade média de 19 anos, pavimentavam o caminho para a criação da Escola Municipal de Música e a sua própria transformação em orquestra.

Foto da Orquestra Jovem em folheto de da Casa de Cultura anunciando abertura de inscrições para novos alunos em fevereiro de 2006.

Destaque-se que os jovens estudavam desde 1997, quando a banda foi criada, e partiram de nenhum conhecimento musical.

A baliza Lisleine Diniz, com 16 anos na época, treinada pela mãe Semíramis (ver Escola de Balet nesta página) deu um show a parte. E foi também muito aplaudida.

Em 2004 a Orquestra Jovem, que é a banda marcial transformada e regulamentada por decreto municipal, e livre de seus fardões vistosos mas talvez pouco confortáveis, já se apresenta com categoria, ganha prêmios fora da cidade e a Escola de Música prepara jovens talentos para, além de atuar no Corpo Musical da cidade, poderem participar de outras orquestras da cidade de SP, interior do estado e até mesmo Manaus, onde dois alunos formados pela escola estão atuando.

Sub-produtos da Orquestra são os grupos de chorinho, big banda, banda sinfônica e de música de câmara, formados pelos alunos mais avançados da escola. No aniversário da cidade deste ano (2006), o Grupo de Câmara brilhou no CEMUR, nas festividades comemorativas oficiais.

Saiba mais entrando em contato com a Casa de Cultura Amaury Alvarez, Av. José Maciel, 708, Jardim Maria Rosa, tel. 4787.3597. Há também a Escola Municipal de Bailado que funciona em dependências do CEMUR com entrada pela R. Levy de Souza, ao lado da Praça Nicola Viviléchio. O telefone de contato é o mesmo da Casa de Cultura.

Lonas da OCCA - Projeto Pólo Cultural
A OCCA – Organização de Cultura, Cidadania e Arte é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) que desenvolve e administra projetos sócio-culturais como: Praça da Cultura, Pólo Cultural Taboão da Serra, Coral da Cidade de São Paulo e Orquestra Acadêmica de São Paulo, visando promover o desenvolvimento integral do ser humano e sua cidadania através da arte, do esporte e de ações de proteção ao meio ambiente.

Cada local (chamado de "lona" porque tem realmente a forma de um circo) funciona como ponto fomentador de arte e cultura, onde são realizadas oficinas e eventos gratuitos para a comunidade. O projeto atende crianças, adolescentes, adultos e a terceira idade, contemplando as diversas áreas culturais, como o hip hop, a cultura popular através dos ritmos e das danças, o circo, as artes plásticas, a música, o teatro, a dança e a filosofia.

O Pólo Cultural tem duas lonas instaladas na cidade:
• Lona Hortências (Rua Paulina Ortega, 200) - ao lado do Parque das Hortênsias - centro da cidade.
• Lona Machado (Estrada das Olarias, 708) - ao lado do Colégio Machado de Assis – periferia da cidade.

A programação pode ser encontrada no site da instituição www.occa.org.br.

A Paixão de Cristo e o papel de Manoel da Nova
Sobre Manoel da Nova é bom que se diga que é um brilhante ator cômico, tendo contracenado na TV, com Manoel da Nóbrega e Ronald Golias nos velhos tempos da Rádio e Televisão Tupy e TV Record. Outro de nossos competentes artistas, este na indispensável arte da cenografia é João Clemente de Oliveira. Trabalhou na TV Record na época dos festivais e participou também de nosso movimento artístico. As nacionalmente conhecidas irmãs Galvão, cuja família tinha comércio de materiais de construção na Francisco Morato, vinham cantar, na Vila Iasi, as músicas de campanha eleitoral do Sr. João Clemente.

O jornal O Estado, em 19/11/1998, no caderno Seu Bairro, em excelente matéria de Adriana Moreira, assim descreve a participação de Manoel da Nova na história do nosso teatro:
“Em 1956, montou seu grupo que começou atuando em uma igreja da cidade (Santa Terezinha). Orgulhoso, Nova lembra das viagens que fazia com a troupe. ‘Nossos espetáculos passaram por várias cidades do Estado’.
Ele fazia um pouco de tudo para produzir o espetáculo: escrevia e adaptava os textos, criava cenários e atuava. ‘O teatro mantém-se como ‘minha amante’, pois toma dinheiro e exige atenção apenas para me dar um momento de alegria, que ocorre na hora da apresentação’.

Durante mais de 40 anos, Nova responsabilizou-se por apresentar, nas ruas de Taboão, A Paixão de Cristo, que era acompanhada por milhares de pessoas. Hoje, aos 73 anos, decidiu afastar-se do teatro. ‘Já estou cansado’, justifica. Entretanto, ainda quer produzir uma peça sobre a terceira idade”.

A Paixão de Cristo continua a ser encenada mas, na sua época, o teleférico usado na ascensão da cruz ao Morro do Cristo era feito pelos próprios atores, isto é, era um autêntico ato de devoção. Hoje não é mais assim, reflete, colocaram até odaliscas dançando com a “barriga de fora”. Sendo uma festa religiosa e familiar, a apresentação, sob a sua batuta, não acolhia certas licenças. São costumes bonitos que vão se perdendo, admite consternado.

Manoel da Nova atuando em um teleteatro do Canal 2, nos primórdios da televisão em São Paulo.

A Paixão hoje
O Cristo da Paixão é atualmente feito por Mário Pazini. O papel já havia sido desempenhado (pela primeira vez) pelo seu pai nos tempos do da Nova. Maria é interpretada pela atriz Zulhê Vieira. Neste ano (2006) o veterano Manoel da Nova esteve presente na encenação e, em foto publicada no jornal O Cidadão em matéria assinada por Marcos Pezão, aparece emocionado beijando a mão de Mário Pazini que, em cena, carregava a cruz no papel de Jesus.

A Encenação da Paixão e Morte de Jesus é, em Taboão, hoje, uma verdadeira indústria. Um dos eventos desse gênero mais antigos do Estado de São Paulo, envolve cerca de 70 atores e mais de 100 figurantes. O espetáculo começa ao cair da tarde da sexta-feira santa com a apresentação de cenas bíblicas envolvendo toda a vida de Cristo e não só os seus últimos momentos. Depois, noite a dentro, seguem em procissão (a Via Sacra) até o Morro do Cristo onde é vivido o Calvário. Cerca de 6 horas após o início, acontece a Ressurreição com uma apoteótica queima de fogos. Um espetáculo que a cidade já se acostumou a assistir e que está em sua 50a. apresentação.

A coreografia é da Escola de Dança Semíramis Diniz com a participação de suas proprietárias como atrizes na Paixão. Semíramis e Lisleine também foram responsáveis pela pesquisa dos figurinos que reconstituem a época de Jesus (e não têm mais a barriga de fora como se queixava Manoel da Nova). Neste ano de 2006 os figurinos foram produzidos pela Primeira Cooperativa de Corte e Costura de Taboão da Serra do Jardim Clementino.

Há alguns anos começaram a participar da encenação atores globais e/ou de grande destaque na tv, teatro e cinema. Um desses artistas de renome foi o ator Norton Nascimento que fez o Cristo cerca de cinco anos atrás. Provando os bons fluidos da peça sacra, o ator sofreu um transplante cardíaco no ano seguinte e se recuperou satisfatoriamente.

A Paixão é dirigida atualmente por José D'Lucena. Mas não é a única que é realizada na cidade. No Pirajuçara, as igrejas católicas ligadas à Paróquia de São João Batista dirigida pelo Pe. Kirano (se escreve Kilaran, nome de origem irlandesa) também encenam a Paixão na Praça Luiz Gonzaga e a procissão vai até uma quadra esportiva próxima. Lá a Ressurreição não acontece na própria sexta-feira como na do Santuário de Santa Terezinha. É só no domingo que os fiéis retornam para se rejubilar com a volta do Salvador.

Biblioteca Castro Alves
Ao entrarmos na nossa biblioteca, como de praxe, damos de cara com uma placa de bronze, sempre presente em prédios públicos. É a mesma desde de sua abertura. No alto a menção à Lei que a criou em 1960, testemunha da preocupação dos primeiros administradores com a educação e a cultura. Abaixo onde constava o nome do prefeito que efetivou a biblioteca (Ary Dáu, como contaremos a seguir), o nome do prefeito e do seu secretário da educação que inauguraram a transferência da biblioteca de um subsolo que ocupava na Av. José Maciel para o prédio de propriedade da Prefeitura (onde haviam funcionado o primeiro posto telefônico e a entidade Amor Perfeito) na Praça Nicola Viviléchio onde agora se encontra. Era final de 2004.

Modificando a placa, criou-se um hiato histórico de décadas. Ficou omitido ali o gesto do prefeito Ary Dáu que, em 1972, realmente tirou a biblioteca do papel. Num prédio alugado no Jardim Maria Rosa onde também funcionava o Serviço Militar, a biblioteca começou a funcionar graças aos livros doados pela Igreja Evangélica da qual Seo Ary participava no Cambuci. Assim o acervo ganhou também a primeira Bíblia. Com a aquisição de uma Enciclopédia Barsa, o acervo estava pronto para funcionar.

Mas foi o prefeito Oswaldo quem ampliou e contratou uma equipe especializada de São Paulo para organizar a biblioteca e catalogar tudo dentro de padrões específicos. Dona Antonia Teixeira Alonso (cuja assinatura ainda pode ser encontrada nas fichas catalográficas mais antigas) serviu, em diversos momentos de sua carreira de 30 anos como funcionária municipal, na nossa biblioteca. Conta que a biblioteca fazia parte da Assistência Social, atendiam no mesmo balcão nas dependências da primeira no Maria Rosa. No subsolo onde finalmente foi instalada, na Av. José Maciel, a biblioteca teve percalços, esteve fechada por algum tempo como os livros tendo ficado guardados na Escola Rui Barbosa.

Dona Antonia foi professora primária antes de ser funcionária pública. Deu aulas na escola primária que funcionava na Igreja de Santa Terezinha tendo lecionado para muita gente que foi destaque na nossa história depois. Dirigiu uma escola de datilografia do Seo Ary que, nesse sentido, foi um pioneiro do ensino profissionalizante em Taboão da Serra. Dona Antonia, que também trabalhou na Escola Antonio Inácio Maciel como assistente da diretora Rose Funari, conta como era hábito os estudantes e professores escreverem a história do Taboão como trabalho escolar ou até mesmo para ganhar gincanas estudantis que eram realizadas anualmente pela Escola Rui Barbosa. Eram trabalhos bonitos, pesquisados com capricho e com a participação dos pioneiros. Uma dessas histórias foi escrita numa escola do Pazini e presenteada ao Sr. Waldemar Gonçalves como prova de admiração.

Dona Antonia nos conta ainda que Dona Umberta Hermes, poetisa que morava no Maria Rosa (e editava ela mesmo seus livrinhos de poesia e os vendia de mão em mão), foi uma grande doadora de livros para a nossa biblioteca.

Aliás carece de fundamento a afirmação de que sarau literário não existia em Taboão. No primeiro livro do Waldemar Gonçalves, há o registro da produção poética de José Teodoro Neto, poeta clássico sonetista que publicava regularmente seus versos nos jornais da cidade, o extinto Tribuna Popular, O Cidadão e O Pirajuçara. Este último divulgou, em 1985, o início do movimento Pró-Poesia, idealizado pela então bibliotecária da Castro Alves, Zuleica, já falecida. Ela convidara Teodoro, como poeta, a dirigir as reuniões . Sem apoio do poder público e conscientização da sociedade, o movimento não foi avante. Na época em que o "Taboão da Serra Nossa Terra Nossa Gente" foi editado, Seo José tinha pelo menos 135 poesias prontas para serem lançadas em livro.

Não podemos esquecer também de Cecília Fidelli, poetisa que arregimentou um pequeno grupo de bons poetas em Taboão na década de 90. Hoje seus versos podem ser lidos no Portal do Taboão da Serra. Conhecida no “underground” da poesia nacional através de publicações no “Alternativo Cultural REVIRAGITA – Poesia” que circula entre os apreciadores da genuína poesia brasileira, Cecília apresenta o programa “Almoço a Brasileira” na rádio Educadora FM 103,9 em Itanhaém e o seu endereço para contato pode ser encontrado no site mencionado.

A Biblioteca Castro Alves, que atualmente conta com um acervo de 16 mil livros, computadores e centro de memória, fica na Praça Nicola Viviléchio, 73, Jd. Bom Tempo, centro da cidade, e o tel. é 4701-3427. Funciona das 8 às 17 horas. Aos sábados realiza palestras intituladas "Papo Cabeça". Para saber a programação, vá ao site www.clicataboao.com.br, da Secretaria da Educação, vendo Notícias da Biblioteca, Papo Cabeça, na home page. Nesse mesmo site podem ser pesquisados os livros disponíveis.

Seo Ênio
Taboão sempre foi carente de uma grande livraria. Pudera! Próximo ao bairro de Pinheiros, um império de megalivrarias e sebos dos mais variados!. Com a abertura dos hipermercados (Carrefour no Shopping, Wal-Mart e Extra) e seus setores de livros (em geral dominados por best-sellers, auto-ajuda e informática) o panorama melhorou um pouco. Não conheço o acervo da Biblioteca Castro Alves pois trabalho e o horária dela não me beneficia.

Mas tenho comprado bons Jorge Amado, Lígia Fagundes Telles, Fernando Sabino, Morris West na banca-sebo do Seo Ênio, na feira livre dos domingos na R. João Santucci, centro do Taboão. Mas, para comprar José Saramago, continuo tendo de ir a Pinheiros.

Movimento Cultural e Artístico
Taboão já teve um movimento musical e artístico invejável. A arte fazia parte de nossas vidas “como o céu é para o avião”. Havia tanta gente boa e talentosa!
A Sociedade dos Artistas de Taboão da Serra, SATS, tinha uma sonoridade bonita até no nome. Eram compositores, arranjadores, cantores, violeiros, sanfoneiros e outros instrumentistas.
Era a época em que o mundo, aliviado, começava a se reconstruir após a Segunda Grande Guerra. Não tinham um local para os ensaios e espetáculos como toda sociedade artística que se preza tem de ter. Padre Carlos Spagnol, músico de grande tarimba que fundou a banda da Paróquia de Santa Terezinha, na qual tocava tuba sem renunciar à sua clássica batina, ajudou, resolvendo esta parte do problema. Cedeu um galpão ao lado da Igreja de Santa Terezinha.

A SATS realizava shows ambulantes que transformavam um dia de aniversário, casamento, batizado ou bodas em uma verdadeira festa na cidade. Davam bailes animadíssimos no cinema (Cine Tupy, no Largo do Taboão, onde até a sessão solene de posse de prefeito, vice e vereadores era realizada) e, no embalo, após as comemorações e soirés, lá iam os elegantes e afinados seresteiros encantarem jovens donzelas, musas inspiradoras ou amadas consortes com ternas canções. As damas e as suas dignas famílias preparavam deliciosas refeições para retribuir os seresteiros e, se pode acreditar, muito carinho para retribuir os apaixonados autores da homenagem. Havia inclusive um violinista, Remo Prodovsky, excelente intérprete.

A Sociedade dos Artistas reunia cerca de 200 integrantes e era capitaneada por Gentil Pazini e por sua esposa, Dona Rosa. Os Pazini merecem destaque em nossa história pois trata-se de uma família de artistas, participavam das representações da Via Sacra encenadas por Manoel da Nova, religiosamente, todos os anos, nas ruas de Taboão. E não se restringiam a participar, incentivavam e muitas vezes eram os primeiros mecenas dos acontecimentos.

O repertório de peças teatrais do pessoal do SATS, na verdade de encenação circense, tinha “Amor de Perdição” como o espetáculo de grande sucesso. As danças folclóricas eram freqüentes, em festas populares, religiosas ou profanas, e havia mestres nas músicas, criação de letras, danças e coreografias. Um deles era o saudoso José André de Morais, outro era Ataliba Nascimento. A transmissão desses hábitos e costumes de geração para geração, de mestre para aprendiz, era uma maravilha de ensinamento de lições de vida e amor à família e à vida comunitária. Tinham valor inestimável. Eram verdadeiras escolas de arte e vida.

E haviam os circos. Quando chegavam à cidade era acontecimento festivo. Armavam a lona às margens do Poá, no Jardim Santa Luzia ou, ultimamente, em escondidas áreas do Jardim Maria Rosa. O nosso grande artista circense era Orlando Conti, o “Cigano”. Pintor de paredes de profissão, era um criador de notável agilidade. Ouvia ou inventava uma história e, em seguida, num repente, dramatizava a ação e representava o enredo mantendo a platéia absolutamente magnetizada. O sucesso com as crianças sempre foi retumbante. O impagável palhaço “Peludo” garantiu momentos de diversão e enlevo que marcaram época. Nos tempos de Cigano e tantos outros era uma honra e uma grande distinção ter o talento de ser palhaço. Dona Luiza Pires do Nascimento conta, com admiração esta qualidade de seu pai, o Sr. Benedito Pires Camargo, no interior de São Paulo. Mas esta veia artística decaiu no mundo atual.

O saudoso Orlando Conti contracenando com Manoel da Nova em comédia de TV e, ao alvorecer, em sua casa.

Maria Auxiliadora

Maria Auxiliadora, nossa atleta maratonista é uma pessoa simples e muito compenetrada na sua missão esportiva. Vendo-a correr pelas ruas do município envergando o uniforme do Clube Atlético Taboão da Serra - CATS -, pequena estatura e monumental energia, talvez não lhe creditemos o plantel de medalhas que possui. O desafio que representa correr maratonas (42.195 km, mais que o dobro da S. Silvestre que são 15.000 !) não faz medo a ela e tem vencido disputas até no Japão.

Segundo os jornais, ela é funcionária da prefeitura, treinadora da equipe de atletismo de Taboão da Serra há cerca de 20 anos. em 2004, ela foi homenageada no livro "Mulheres Negras do Brasil" da Rede de Desenvolvimento Humano, obra onde aparece a sua trajetória de vida.

Grafites
Há dois estúdios que se dedicam à arte comercial e ao grafite propriamente dito cujos trabalhos e endereços reproduzimos a seguir:

(grafite nos portões da Escola Antonio Inácio Maciel) SPLASH - 8535.3790 e 7372.9617
(grafite em uma padaria do Jardim Maria Rosa) ARTE Expressão - 4786.4206 e 9802.7195

(Só tenho estes dois trabalhos para oferecer-lhes, são uma pequena amostra do artista maior do grafite de Taboão da Serra, um sujeto que não se intimida diante dos desafios de desenhar novens, colibris ou flores com seus maravilhosos splays. Foi o pioneiro e ainda é o melhor. Um talento ainda esperando pelo reconhecimento de seu valor na cultura da cidade. Um poeta dos muros. Se fosse no Embu das Artes provavelmente já estaria na enciclopédia dos imortais da pintura.) (O primeiro trabalho é uma pedra - há duas no Parque das Hortênsias - que ele transformou em poderosos elefantes. Estão muito desgastadas mas ainda dá para ver a riqueza de detalhes e a originalidade da obra) (O segundo estava no muro de uma loja de fotos na rua do cartório. Já não existe mais e eu só tenho esta foto que eu mesmo bati, na versão em preto e branco. Mas dá pra ver que sua arte é, na verdade, pura poesia.) SATÚ - 4701.8584 e 8427.1342

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